segunda-feira, julho 28, 2008
sábado, julho 19, 2008
Aspirações a um poema
vivo porque sei fazer da minha solidão
uma razão de vida,
e encontro nela, esquecida,
um alguém que me nunca amou.
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a vontade que tenho de pertencer a alguém,
mesmo que se não haja pertencido...
uma razão de vida,
e encontro nela, esquecida,
um alguém que me nunca amou.
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a vontade que tenho de pertencer a alguém,
mesmo que se não haja pertencido...
terça-feira, julho 08, 2008
Ausente
forço a barra ante este cenário de estagnação poética no qual me inseri. tenho feito uso de qualquer obra ilícita para embasar o que considero pano de fundo para o contexto: incursões poéticas em horas impróprias, descrições ambientadas inconvenientemente, aproximações segundamente intencionadas, fora todo o tipo de palavra morta e ensangüentada. vejo que o que está em mim não é nexo: é linguagem submersa que se tem esquecido por alguma forma de auto-defesa, como procurasse o fio da meada, mas ausente. não há presença psicológica, porque esqueço de tudo que é importante para dar caminho a esta exigência de ser aquilo que não sou, em nome de um futuro que desconheço.
domingo, julho 06, 2008
Trecho
o fato é que contaminou-se pela maré própria de poucos dizeres...assim de longe, era como se recusasse a se pronunciar se o que dissesse não fosse exatamente fruto de uma reflexão profunda e certeira; aos poucos ia esquecendo de que vida era uma sucessão de coisas desencontradas, de atitudes mal tomadas e decisões imprecisas. dar-se-ia conta quando virasse a página.
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beijou-lhe os lábios
sem saber que roubara mais que um beijo.
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beijou-lhe os lábios
sem saber que roubara mais que um beijo.
quinta-feira, julho 03, 2008
Diálogo
- agora respira.
- e depois?
- mergulha.
- mas e se o ar acabar?
- retorne.
- e se já estiver muito longe?
- afunde.
- e se eu morrer?
- e se você não viver?
- e depois?
- mergulha.
- mas e se o ar acabar?
- retorne.
- e se já estiver muito longe?
- afunde.
- e se eu morrer?
- e se você não viver?
terça-feira, julho 01, 2008
[auto] Reconhecimento
reconheço-me agora:
quando a hora já passou
e o tempo de ter sido
já se foi, desvaneceu...
quando aquela vontade grande
mostrou-se momentânea,
de forma que o que era ânsia
não foi o que se sonhou,
mas o que de fato sucedeu.
reconheço aquilo que não fui
como sendo uma construção sincera de mim:
sem rodeios ou interferências.
sem nenhuma influência
do que era medo ou frustração:
sou hoje
as minhas ações mais corajosas,
pois elas e somente elas,
tornaram-se realidade.
quando a hora já passou
e o tempo de ter sido
já se foi, desvaneceu...
quando aquela vontade grande
mostrou-se momentânea,
de forma que o que era ânsia
não foi o que se sonhou,
mas o que de fato sucedeu.
reconheço aquilo que não fui
como sendo uma construção sincera de mim:
sem rodeios ou interferências.
sem nenhuma influência
do que era medo ou frustração:
sou hoje
as minhas ações mais corajosas,
pois elas e somente elas,
tornaram-se realidade.